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Entrevista com Claudia Di Moura

Depois de ter brilhado na pele de Zefa, mãe de Roberval (Fabrício Boliveira), na novela “Segundo Sol”, e de ter sido indicada ao “Prêmio Melhores do Ano” como Atriz Reveleção pelo programa Domingão do Faustão, Claudia Di Moura volta à TV na atual temporada de “Sob Pressão” como Dona Maria, personagem que, segundo Lucas Paraizo, autor da série, pode ser considerada a “Avó do Brasil”. Claudia, que estreia no sexto episódio (16 de setembro) e ficará até o último capítulo, irá protagonizar a história da avó de um menino gravemente ferido por arma de fogo após tentar protegê-la. A partir daí, ela ficará dia e noite ao lado do neto hospitalizado e não medirá esforços para ajudá-lo. Dona Maria irá representar a fé e a esperança do povo brasileiro diante da insanidade que é a saúde pública em nosso país.

Para maio de 2022, a atriz se prepara para estrear em “Cara e Coragem”, nova novela das 19h (TV Globo) como Marta, poderosa dona de um siderúrgica e mãe dos personagens de Tais Araújo e Ícaro Silva.


Demos uma olhadinha na sua carreira e vimos que você foi indicada ao Prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão, como foi para você receber esta indicação?

Foi um reconhecimento público do meu trabalho de estreia na Globo, o que ajudou a me motivar no meu desenvolvimento como atriz.


Você está com alguns trabalhos vindo por ai, tem algum que você está mais ansiosa para interpretar?

Ansiosa não, mas feliz por interpretar grandes personagens, que me instigam e provocam.


Existe algum papel mais desafiador que outro na sua opinião?

Todos são desafiadores e representam grandes oportunidades, mas alguns demandam uma entrega maior ou mais apuro técnico.


O que podemos esperar da "Avó do Brasil", risos , sua personagem Dona Maria na nova temporada de "Sob Pressão" ?

Espero que o Brasil se enxergue nela e se apaixone por ela, assim como eu me apaixonei; que se contamine pela esperança que ela traduz, pela atitude de reescrever as dores do passado com olhos voltados para um futuro de justiça e paz, no qual ela insiste em acreditar e pelo qual luta diariamente.


Podemos esperar para maio de 2022 você na trama "Cara e Coragem" na emissora TV Globo, ao lado de grandes nomes como Taís Araújo e Ícaro Silva, interpretando a dona de uma siderúrgica. Como está sendo [se já começaram as gravações] para você interpretar este papel?

São grandes as expectativas em torno desse papel que tira a mulher negra de um lugar cristalizado no audiovisual, o da subserviente, e a coloca em posição de comando. É uma inspiração para mim. E creio que será também para outras mulheres como eu e que decidam acompanhar a trama.


Você está atualmente gravando um longa, que está sendo gravado no Maranhão onde você estará atuando como a Antagonista, ao lado da protagonista Lilia Cabral, interpretando a personagem Nazaré. Como está sendo esta experiência de atuar ao lado de uma atriz tão importante na cena brasileira, e quais as suas expectativas para esta personagem?

Tem sido uma experiência divertida, enriquecedora e prazerosa em uma terra encantadora e na companhia de elenco e equipe sensacionais.


Sabendo que devido à Pandemia, todas as atuações presenciais em teatros foram pausadas, você tem planos para voltar ao teatro após toda esta fase conturbada da covid-19?

Teatro é a casa da minha alma, foi onde eu nasci como atriz e aonde sempre pretendo voltar, mas agora meus pensamentos se elevam na saúde de todos os brasileiros e brasileiras, para que o nosso país tão castigado possa se recuperar de todas essas cicatrizes.


Como foi vencer o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Guarnicê de Cinema, pelo curta-metragem “Olho de Boi” ?

Foi uma honra imensa, tanto pela premiação quanto pelo projeto. Sem contar a performance única de Carlinhos Brown como ator de cinema em uma produção de representatividade negra.


Em 2007 você participou de uma produção que foi premiada como Melhor Espetáculo do Festival Nordestino de Guaramiranga, como foi passar por esta experiência de atuar na produção e ter um trabalho premiado?

É sempre gratificante estar conectada à minha 'nordestinidade' que carrego na minha maneira de enxergar o mundo e também de exercer meu trabalho de atriz. Essa premiação reafirma a importância dessa origem na minha trajetória.



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